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Se a sua vida ou a de alguém que conhece foi tocada pela dor do aborto,

Vinha de Raquel

Um caminho para recuperar a paz interior

Misericórdia: Vinha de Raquel procura renovar e reconstruir vidas após aborto

Projeto integrado na pastoral familiar do Patriarcado de Lisboa concretiza apelos do papa Francisco de cuidar e aliviar porque «ninguém é irrecuperável para Deus»

Lisboa, 18 nov 2016 (Ecclesia) – A culpa, a solidão, a dificuldade em viver com decisões passadas e a pena de não entender o perdão são fatores que levam as pessoas que passaram por uma experiência de aborto a procurar a «Vinha de Raquel».

“Durante dois ou três anos vivi uma solidão, uma dor dilacerante sozinha. Achava que era impossível Deus perdoar-me, recuperar o caminho que até aí tinha com Deus. Sentia culpa por ter tomado a decisão que tomei”, explica à Agência ECCLESIA, Joana, nome fictício de uma mulher que tomou a decisão de abortar.

O projeto Vinha de Raquel procura através do acompanhamento ajudar mulheres ou pessoas que tenham passado pela experiência do aborto, para que possam “renovar, reconstruir e recuperar” as suas vidas depois de uma situação “traumática”.

A dor que, “não passa”, explica Joana é, depois atenuada, acrescenta Maria José Vilaça, psicóloga e uma das responsáveis por este projeto que integra o departamento da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa.

“Não se legitima o pecado, mas entende-se que só o poder redentor de Cristo é que pode do mal fazer o bem”, explica a psicóloga que acompanha os retiros e as pessoas que procuram este projeto, presente em Portugal desde 2001.

“Ninguém faz juízos, todos podem expressar e encontrar reconciliação para as suas dolorosas vivências pós aborto”, apresenta o site deste projeto.

“O perdão é essencial para qualquer processo terapêutico e um dos temas essenciais da vida”, afirma a psicóloga cujo trabalho neste projeto vai ao encontro do desafio do papa Francisco que aconselha o cristão a olhar, escutar, acolher, cuidar e aliviar, afirmando que “nenhuma pessoa é irreparável para Deus”.

Joana passou a encarar o filho não nascido como um dom de transformação para a sua vida e percebeu que “a Igreja é feita de pecadores, cada um tem uma luta interior”.

Este é um testemunho que pode ouvir no programa Ecclesia de domingo, na antena 1, que assinala o encerramento do ano jubilar da Misericórdia.

LS

Ver fonte da notícia: Ecclesia